Salmo 14.1 e 53
Antes que alguém se escandalize, se apavore e se questione com este tema, quero assegurar que não se trata de um auto de apostasia. Pelo contrário!
Nesta última semana, aconteceu em Parati, interior do Rio de Janeiro uma Festa Literária Internacional. Um grande estímulo á leitura. Lá, estava presente um homem chamado Richard Dawkins. Um biólogo, ateu e escritor de um Best-seller: “Deus, um delírio”.
Este homem ao enxergar o pulmão do mundo, a Amazônia brasileira, exclamou: “Se não conhecesse Darwin, me ajoelharia e diria: ‘isso é obra de Deus’”.
Dawkins é um descrente absoluto em Deus. Durante alguns anos patrocinou anúncios em ônibus urbanos de Londres com a seguinte frase: “Deus provavelmente não existe”. E sua maior luta é afirmar e reafirmar a teoria do evolucionismo contida no livro de Charles Darwin “A Origem das Espécies”.
O que leva uma pessoa a imaginar que Deus é um delírio (distúrbio mental caracterizado por idéias que contradizem evidências)? O que faz com que uma pessoa imagine que Deus é uma criação humana? Três palavras nas suas mais variadas aplicações trazem a resposta a estas questões: Néscio; Tolo; Insensato. O que elas, de uma forma geral afirmam, é que somente uma pessoa desprovida de racionalidade ou afetada em sua razão pode dizer que Deus não existe. Eu reconheço Deus pela sensibilidade da fé, mas admito Deus também pela capacidade inerente exclusivamente aos seres humanos. Nenhum outro ser na extensão do mundo visível e invisível criado tem a capacidade de pensar como o homem. Deus pensa e o homem pensa. Por isso somente um ser sem capacidade de pensar pode dizer que não há Deus.
Pensamos na dimensão de criação e do micro ao macro-cosmos, podemos afirmar a mão sobrenatural de Deus. Na dimensão de tempo como não justificar uma ação divina no sol que compõe o dia e nas estrelas que minimizam o negrume da noite. E como não compor alma e corpo num misto de limitação e existência sem fim. Tudo isso se dá também no campo da razão.
John Stott afirma que crer é também pensar.
Por que, então você pensa que Deus não existe?
1. Se Deus existe mesmo por que a maldade é cruel e impera sobre a humanidade? Morte de inocentes, doenças, desigualdade social – o barbeiro
2. Se Deus existe mesmo por que Ele não responde a minha oração? Peço e Ele não me dá?
3. Se Deus existe mesmo por que não conserta tudo o que está errado?
Marcos 12.13-21 – Um homem, no meio da multidão se aproxima de Jesus e pede para Ele mediar a divisão de uma herança. Ele não somente não fez como contou a parábola de um homem rico que possuía terras, plantou e colheu muito, derrubou seus celeiros e construiu maiores, guardou seus bens ali para muitos anos e disse para a sua alma: Temos em depósito muitos bens para muitos anos, descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: LOUCO, esta noite pedirão a tua alma e o que tens preparado para quem será?
1. O homem louco pensa que é possuidor de alguma coisa aqui na terra. Ao ler o texto você percebe a presença constante dos pronomes possessivos “meu” “minha”. Meu campo, minha colheita, meus celeiros, minha alma. Ele não sabe que “Do Senhor é a terra, a sua plenitude, tudo o que ela contém todos que nela habitam, pois Ele fundou-a sobre os mares e a sustenta” (Salmo 24.1)
2. O homem louco pensa que a vida se restringe á este tempo. Ajuntar em celeiros; armazenar colheitas; Não se está falando aqui de prudência, prevenção, precaução acerca das dificuldades que a vida pode trazer, mas a dependência destes recursos e não de Deus. Paulo escrevendo a Timóteo afirma que: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Pregando o sermão do monte Jesus exorta: Não se preocupem com coisa alguma... antes, porém, buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas”
3. O homem louco pensa que pode planejar seu futuro. Ouça as palavras de Tiago: “Atendei agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, negociaremos e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como uma neblina que aprece por instante e logo se dissipa”. Ninguém tem a certeza de que viverá o número de anos que gostaria de viver. A loucura deste homem era achar também que o futuro estava sobre o seu controle. Nossa vida é pendurada por um fio e a qualquer momento ele pode se romper.
4. O homem louco pensa que não precisará dar contas a ninguém de sua vida. Exatamente para quem ele mandou folgar é que se volta a necessidade de prestação de contas: Alma: descansa, come, bebe e folga” “Pedirão a tua alma”. A idéia aqui é a mesma daquela da parábola do talentos. Alguém que deixou alguma coisa com você para que você cuidasse e depois voltaria para acertar as contas e pagar de volta aquilo que não é seu.
